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Wmaker Cyaneus é um site onde pretendo reunir material sobre Window Maker, claro, com ajuda de outros usuários deste ótimo software.

Não tenho qualquer ligação com a equipe de desenvolvimento do Window Maker.

Box-Look: a vez dos Gerenciadores de Janelas

Box-Look

Você conhece o Gnome-Look? E o KDE-Look? Eles têm como função montar uma estrutura de temas para recursos relacionados, respectivamente, ao GNOME e ao KDE. Além destes, existem também XFCE-Look, Beryl-Themes, Compiz-themes, E-17-Stuff (para Enlightenment) e... o Box-Look.

O Box-Look reúne temas para gerenciadores de janelas (lembrando que GNOME, KDE e XFCE são ambientes Desktop). Primordialmente, o Fluxbox, Blackbox... Mas também, dentre eles e outros, o Window Maker. Apesar de, no momento, não haver nenhum tema do Window Maker por lá. Mas é um espaço já aberto, inclusive para criadores de temas.

Dica enviada pelo Elias Diniz, por e-mail, acompanhado do link para um post falando do Box-Look.


Construindo um menu de aplicações

Window Maker é um gerenciador de janelas leve e pode ser utilizado em qualquer distribuição. Algumas distribuições, como o Debian, mantêm uma estrutura de menus padrão, exibindo acesso rápido aos aplicativos instalados, a partir de qualquer gerenciador de janelas. Mas nem todas oferecem esse recurso. Então, o que fazer para que o menu fique coerente com o que está instalado nesses casos?

Uma boa alternativa é o software genmenu, um shellscript capaz de criar a estrutura de menus para vários gerenciadores de janelas, incluindo o Window Maker. Seu uso é bem intuitivo. Fica aí a dica então.

Menu gerado pelo Genmenu


Migrando para Bluehost...

Bom, como este foi o primeiro blog que consegui migrar para a Bluehost, segue aqui o que ocorreu: dois dos blogs que mantenho apresentam problemas desde o início da semana. Erros e mais erros. Cansei. Estou mudando tudo da Dreamhost para a Bluehost aos poucos. Só devo acabar domingo. Mas é isso. Breve, voltarão todos ao funcionamento normal (ou qualquer coisa perto disso). :-P

Grato pela compreensão.

[]s


PCMan File Manager

PCMan FM

Há muitos gerenciadores de arquivos por aí. Muitos têm dois painéis, outros têm a visão clássica de uma área de pastas e uma árvore. Mas isso nem é o mais importante. Mais importante é que ele suporte dispositivos automaticamente, de maneira integrada ao Hal, e que permita associar aplicações a formatos de arquivos, além de oferecer uma boa navegabilidade e questões básicas como arrastar e soltar.

Geralmente vimos tais recursos nos gerenciadores de arquivos oficiais de desktops, como o Nautilus, Thunar e Konqueror. Mas isso não significa que não haja opções.

O PCManFM, sugerido por Marcelo Ulianov, realmente surpreendeu por oferecer tudo isso e ser mais leve que os já citados.

A grande vantagem de ele ser integrado ao Hal é que podemos utilizá-lo como gerenciador de dispositivos também: basta abrí-lo sempre que precisar acessar um pendrive, ou desmontar um. Ele detecta pendrives instantaneamente, criando um ícone de dispositivo no painel lateral.

Recursos oferecidos, de acordo com o site do projeto, em tradução livre:

  • Extremamente rápido;
  • Pode ser iniciado em um segundo em uma máquina normal;
  • Uso de abas (como firefox);
  • Suporte a arrastar e soltar;
  • Arquivos podem ser arrastados através das abas;
  • Lê diretórios enormes em um tempo razoável;
  • Suporte a associação de arquivos (aplicativo padrão);
  • Suporte básico a miniaturas;
  • Suporte a marcadores;
  • Manipula arquivos com codificação não Unicode de maneira correta;
  • Provê visão de ícones e visão detalhada;
  • Compatível com padrões (segue o FreeDesktop.org);
  • Interface limpa e amigável (GTK+ 2, ou seja, dá pra usar o tema Gtkstep, apresentado aqui anteriormente, que inclusive é o que estou utilizando no screenshot que ilustra este post);
  • Já está traduzido para Português também (nota minha).

Tema para eyeOS

EyeOS é um Sistema Operacional para Web, ou seja, um daqueles programas que tentam montar um desktop como uma aplicação web e assim executar vários programas web como se fossem janelas de um desktop local. É, acho que não estou conseguindo explicar direito, então confiram diretamente o demo do projeto.

O que tenho de novidade é que decidi adotar o eyeOS para minhas anotações web. E fiz um tema para o ambiente que simula um pouquinho o visual do Window Maker. Está em anexo e aqui mostro como fica o eyeOS com esse tema:

O papel de parede foi montado por mim também e fiz em duas versões: a do tema, que traz o logo do eyeOS, e uma versão com o logo do Wmaker Cyaneus. Veja em anexos.

E se você gostou da idéia, você pode instalar eyeOS em um site seu pois é um Software Livre. Ou pode usar o serviço do eyeOS Free Server.

Utualização: o papel de parede não estava na proporção 4x3. Modifiquei-o agora. Ah, ele fica muito bem com o estilo Autumn, que já vem com o Window Maker. ;-)


Sim! Window Maker tem bandeja!

Bandeja, se você não conhece, é aquela área que aparece nos ambientes Desktop sempre próxima ao relógio. Programas que utilizam este recurso colocam um ícone lá quando estão sendo executados. Clicar nesses ícones com o botão direito geralmente nos dá um menu rápido para o programa clicado.

GNOME tem bandeja, assim como o KDE, o MS Windows e até IceWM tem também. Com o Window Maker não podia ser diferente.

Na verdade, é diferente. Como o Window Maker não oferece uma barra de tarefas, não há um relógio onde a bandeja aparecerá. O próprio relógio, se você quiser um, virá na forma de um dockapp. Assim também acontece com a bandeja.

Há duas opções interessantes para bandeja em Window Maker.

wmsystraywmsystray

O wmsystray é um dockapp criado especialmente para resolver este problema no Window Maker. Foi a primeira solução para bandeja que utilizei no wmaker e quebra um galho bem.

docker

Esta é, na minha opinião, a melhor solução disponível hoje para esse problema de bandeja. O Docker foi criado para servir a bandeja no OpenBox, mas ele funciona muito bem na forma de um dockapp do Window Maker.

Outra vantagem dele é sua flexibilidade. Por padrão só cabem quatro programas na sua bandeja, mas podemos definir o tamanho dos ícones usando parâmetros adicionais. Eu, por exemplo, utilizo de modo a caberem até 9 ícones. Claro que não rodo tantos programas assim no dia a dia, mas é bem melhor você ter uma margem de segurança. ;-)

Esta é a forma como estou chamando o docker aqui:

docker -wmaker -iconsize 16


Gerenciador de Arquivos X Pendrives

Yin Yang

Uma janela que mostre pastas e arquivos. É assim que começa a descrição das funcionalidades esperadas de um Gerenciador de Arquivos. Mas isso não resume a ópera.

Além de mostrar arquivos e pastas, é preciso que o gerenciador de arquivos seja capaz de associar de maneira simples o tipo de arquivo (por extensão) aos programas utilizados para abrí-lo.

Acho que isso era o básico até pouco tempo atrás, antes de aparecerem os pendrives...

Sim, com a chegada do hal, o recurso que detecta e gerencia internamente os dispositivos em GNU/Linux, ficou difícil viver sem um software que utilize tal funcionalidade para, de forma quase mágica, montar os dispositivos assim que os conectamos ao computador e permitir formas mais simples de desmontá-los também.

Antes dos pendrives, o Window Maker oferecia um dock para montagem de dispositivos. Um dock que acessa o arquivo /etc/fstab e cria a forma mais eficiente que já conheci de montagem manual. Mas hoje...

Para gerenciar arquivos há muitas opções, mas o que fazer com os pendrives?

Hoje, ao invés de trazer uma resposta, vou deixar esta questão pendente. Como vocês a contornam? Acham realmente importante o gerenciamento de dispositivos?

P.S.: A imagem que ilustra este post está disponível em 1024x768, ótimo para papel de parede, em anexo. Eu a obtive na Galeria The Software Home, onde há mais algumas imagens interessantes.


GTK com temas sem GNOME

É possível também fazer com que os programas em GTK2 se comportem com tema diferente daquele padrão, sem recorrer ao gnome-settings-daemon.

Para isso você precisa criar um arquivo chamado .gtkrc-2.0 dentro do seu diretório pessoal. Nele, coloque o comando abaixo:

include "/blah/gtkrc"

No lugar de /blah/gtkrc você deve colocar o endereço exato para o arquivo gtkrc do tema que você quer para GTK2. Por exemplo, se você estiver utilizando o usuário heavy com home em /home/heavy e instalou localmente o tema GTK2-Step, para usá-lo o comando seria:

include "/home/heavy/.themes/GTK2-Step/gtk-2.0/gtkrc"

Só não é tão simples ficar mudando o tema, mas para resolver isso estou preparando um truque aqui e depois publico... ;-)


Um pouco sobre Dock Apps

Exemplo de dockapps

Você sabe que o Window Maker tem uns quadradinhos em sua interface gráfica. Alguns deles são atalhos para programas, outros são os programas propriamente.

Pode parecer estranho, mas sabe aquele quadradinho de programa com um ícone equivalente à janela que a gente abriu, que fica no canto inferior esquerdo? Bom, alguns programas simplesmente não abrem nenhuma janela e ao invés de mostrarem um ícone naquele quadrado executam um programa dentro dele. É esse tipo de programa que é conhecido como DockApp.

Trata-se de um recurso conceitualmente muito simples, mas ao mesmo tempo bonito e funcional. Os quadrados que parecem grandes demais podem se tornar relógio, monitor de memória, até um controle remoto do XMMS.

Sabe aqueles enfeites que existem na área de trabalho de alguns desktops, conhecidos como Desktop Widgets (ou bugingangas da área de trabalho, em tradução livre)? O GNOME tem os gdesklets, o KDE tem o SuperKaramba, o MacOS tem o Dashboard, o Windows Vista tem os seus próprios gadgets e mais, inclusive para outras versões do Windows, o Google Gadgets, o Yahoo! Widgets e tantos outros...

O conceito de widgets é bacana e podemos ter widgets bem úteis, como previsão do tempo, calendário, anotações, monitor de bateria para notebooks... Porém há um pequeno detalhe: geralmente temos janelas abertas e precisamos tirar todas da frente para poder ver a área de trabalho (e seus widgets).

O Window Maker tem como princípio desprezar a área de trabalho propriamente. O que serve da área de trabalho é apenas o clip e os quadrados colados nele. Os programas tipo widgets, ao invés de ficarem espalhados pela área de trabalho, são encaixados ou no clip ou no dock (o dock é mais interessante na maioria dos casos, pois está sempre visível), nos fornecendo informações úteis a todo momento. E muito antes dos widgets se tornarem famosos.

Já faz tempo que eu costumava dizer que minha área de trabalho parecia uma cabine de avião, cheia de dockapps úteis.

Usando um Dock App

Basta você executar o comando de um deles e o dockapp aparecerá na área inferior esquerda da tela. Lembra-se daquilo de arrastar um atalho para o clip ou para o dock? Então, basta arrastar o dockappe para o clip ou para o dock, do mesmo jeito. Quase do mesmo jeito, na verdade. Isso porque se trata de um programa e vocë não deve clicar diretamente no programa com o objetivo de arrastar o quadrado. Tente arrastá-lo pela borda do quadrado.

Agora que falamos um pouco sobre dockapps, já podemos, em breve, dar sugestão de dockapps interessantes. Até lá, busque no repositório da sua distribuição favorita! Os que foram feitos exclusivamente para Window Maker começam com wm (como o wmclock e o wmnet).

Até a próxima!


Vote no seu Gerenciador de Janelas

Não sei há quanto tempo está no ar, mas existe uma votação no site Window Managers for X, onde o Window Maker ocupa disparado o primeiro lugar na preferência dos eleitores.

Creio, de minha parte, que a votação deva estar no ar há muitos anos e seja pouco visitada hoje, pois não entendo como o Window Maker, como um Gerenciador de Janelas, em alguma votação, possa ser mais popular que KDE e GNOME, que são ambientes Desktop modernos.


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