
Não sei se vocês repararam no WPref, mas o Window Maker nos dá muitas opções para montar um menu bacana. E uma delas é a de montar um submenu automaticamente com o texto saído de algum comando. Isso torna fácil, por exemplo, fazer um menu que execute o seu gerenciador de arquivos favorito em alguma das pastas do seu diretório de usuário (um menu que mostre os nomes dos diretórios e abra o gerenciador de arquivos na pasta clicada). Basta escrever um script que retorne as informações na sintaxe de menu do Window Maker.
Já faz algum tempo que encontrei em um artigo antigo do Piter Punk com um programa desse tipo, que cria um menu de resoluções possíveis permitindo mudar a resolução do X a partir do menu. É bem interessante (eu achei mais interessante ainda ver o script como um modelo para as coisas que você pense em fazer na forma de submenus do Window Maker ;-) ) .
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Quando a gente cria um atalho para algum programa arrastando seu ícone da forma que disse aqui um outro dia, algo estranho acontece com esse ícone. A maioria, creio, nem percebe isso, mas passam a aparecer uns pontinhos estranhos no canto inferior esquerdo do dockicon. Não é erro, trata-se de uma inteligente forma de comunicação do Window Maker.
Quando o programa não está sendo executado, aparecerão três pontos juntos, como você pode ver nos dois ícones da imagem acima. No momento em que damos um duplo clique no ícone, conforme esperado, o Window Maker vai chamar esse programa. E ele diz que o programa está sendo chamado colocando um xadrez-translúcido na frente do ícone, conforme a figura abaixo.
Quando o programa já está em execução, podemos perceber que não há mais aqueles três pontinhos no ícone. O ícone fica exatamente como antes, mas sem os pontos:

A outra variação que acontece nos pontos é de aparecer apenas um ponto e não três. Isso acontece quando escondemos a janela (hide).

São informações simples que não são necessárias para que você utilize o Window Maker, mas é interessante de uma olhada só a gente perceber que programas estão sendo executados ou não (podem estar sendo executados em outra área de trabalho).
Outro dia falei aqui sobre gerenciamento de arquivos. Há vários gerenciadores de arquivos leves. O problema maior nem é gerenciamento de arquivos, mas sim de dispositivos. É conectarmos um pendrive e termos acesso fácil a ele.
Para resolver esse problema, uma boa opção é o PCMan File Manager, já apresentado no blog. Ou o Thunar, que é mais pesado.
A solução que adoto, entretanto, é um pouco diferente...
O GNOME oferece opcionalmente um pacote chamado GNOME Volume Manager, cuja função é se integrar ao sistema e perceber quando um dispositivo é conectado ao computador. Quando isso acontece, ele pode abrir o Nautilus automaticamente no diretório onde o dispositivo foi montado. Ou então, o reprodutor de música (geralmente o Rhythmbox), se ele achar que se trata de um MP3 Player. Tudo de forma simples, sem itervenção.
Uma vez montado o dispositivo, você pode até fechar o Nautilus e continuar acessando o pendrive através dos programas: salvando textos do BrOffice.org, imagens do GIMP, etc.
Enfim chega a hora de desmontar. Aqui precisamos chamar o Nautilus, local Computador e clicar com o botão direito no dispositivo que queremos desmontar. Ou então utilizar o Gumount, um script que fiz só pra desmontar pendrive.
E é assim que me viro com pendrives: o GNOME Volume Manager (/usr/bin/gnome-volume-manager) monta os dispositivos automaticamente e o Gumount me ajuda a desmontá-los. ;-)
Um problema no Window Maker foi identificado por Carlos Mafra, que o relatou em um comentário aqui no blog. Antes de mais nada, não precisamos entrar em pânico, pois não é um bug de segurança, mas de performance. Aqui vai parte do comentário onde o Carlos descreveu o problema:
Usando o programa powertop da Intel eu descobri que o wmaker acorda o meu processador 4 vezes por segundo, mesmo sem eu estar fazendo nada. Um cara da lista do powertop me disse (em email particular) que isso provavelmente é um bug (o Gnome não gera wakeups quando está idle, por exemplo). Eu estava tentando ler o código-fonte pra descobrir o culpado, e acabei encontrando algumas referências a wusleep(), mas nenhuma delas me pareceu ser o motivo dos wakeups. Eu já tentei mandar um email para a lista wm-dev, mas ela está fora do ar. Já tentei mandar email para o Kojima e Dan Pascu, mas até agora nada (se bem que mandei há menos de um dia). Por isso gostaria de iniciar uma discussão sobre isso.
Ontem à noite (e só li hoje) o Carlos me enviou um e-mail relatando sobre a correção para o problema e disponibilizando um patch. Segue o e-mail que me enviou:
O patch para o Window Maker está na minha "página": ttp://www.ift.unesp.br/users/crmafra/patch_wmaker-0.92.0-m2
- Retira os timers que estavam causando problema (veja as linhas apagadas que contém WMAddTimerHandler);
- Introduz uma nova funcionalidade, agora quando você muda alguma configuração modificando algum arquivo dentro de GNUstep/Defaults, o wmaker é notificado que houve mudança e as carrega automaticamente.
O meu laptop está funcionando há bastante tempo com o wmaker aberto e não tive qualquer problema. Gostaria que mais pessoas testassem o patch, e é
realmente uma pena que a lista de discussão oficial do wmaker está fora do ar e
nenhum desenvolvedor parece estar mais vivo.
A modificação 2 é relativamente tranquila. Ela utiliza o mecanismo dnotify do kernel para "avisar" sobre mudanças em arquivos. Eu copiei e adaptei o
código-exemplo que está no linux kernel em Documentation/dnotify.txt.
Antes o wmaker adicionava um "timer", que era executado a cada 3 segundos para ver se alguma coisa tinha mudado. Esse é um comportamento ruim, porque acorda a cpu para não fazer nada a maior parte do tempo. Essa era uma das causas do powertop indicar que o wmaker acordava a cpu mesmo estando sem fazer nada. Apesar de no código estar que era executado a cada 3000 milisegundos, nos testes que eu fiz ele era responsável por 0.6 wakeups/segundo. É possível ver isso também sem o patch, usando a opção --no-polling.
A mudança 1 é um pouco difícil. Eu ainda não entendo direito porque nada de ruim acontece ao se retirar o timer que executava "delayedAction" a cada 500 milisegundos. Esse era o maior responsável pelos wakeups apontados pelo powertop. Me parece que essa parte do código não fazia nada importante, ela era executada enquanto não acontecia nada no X (nenhuma tecla apertada, nenhum movimento do mouse, etc). Mas não tenho certeza disso e o melhor seria falar com um desenvolvedor do wmaker. No entanto, posso garantir que no meu computador tudo está funcionando direito!
Todavia, esse patch deve ser tomado "cum grano salis", porque não sou programador e há 5 dias ainda nunca tinha lido o código-fonte do Window Maker.
Carlos R. Mafra
Agradeço ao Carlos Mafra por ter me comunicado isso tudo. Tomei a liberdade de publicar aqui mesmo uma cópia do patch, que continua também disponível na página do Carlos.
Não apliquei o patch, mesmo porque utilizo o Window Maker fornecido diretamente pelo Debian Lenny e nunca tentei compilá-lo eu mesmo. Talvez um outro dia eu faça isso. Segundo o Carlos, com a correção o Window Maker passa a ser responsável por 0 wakeups. Bom, quem quiser testar por favor comente aqui as impressões.
P.S.: A imagem que ilustra este post é do tema para Window Maker Sleep.

Antigamente era interessante ter um terminal com abas. Hoje não apenas interessante, mas uma necessidade. O problema é que o gnome-terminal e o konsole são bastante pesados.
Mas há uma opção realmente muito boa para terminal gráfico com abas: o mrxvt, que é uma modificação no rxvt. Além de abas, ele suporta transparência e algumas outras personalizações. As combinações Control-Shift-T (utilizada pelo gnome-terminal) e Control-Shift-N (utilizada pelo Konsole) servem para criar novas abas, enquanto o Control-Shift-W fecha uma aba. Control-Tab e Control-Shift-<algum-número> permitem navegar entre as abas.
O que achei muito bom no meu caso, foi que o mrxvt não intercepta a tecla F10, utilizada para sair do mcedit. Pelo menos no gnome-terminal é preciso configurar para que ele deixe a F10 em paz.
O mrxvt foi a solução que mais me agradou até o momento.
Data do início de 2004 um artigo ensinando como adicionar suporte a menus transparentes no Window Maker. O artigo foi escrito por Ricardo Iramar dos Santos, que descreve o procedimento para a versão 0.80.2 do Window Maker.
Não cheguei a testar o recurso e não sei se há de funcionar na versão corrente (0.92.0), mas fica a dica. Quem já testou, quiser testar ou tiver mais informações, fique à vontade!

Se você gostou da possibilidade de sortear papéis de parede, mas gostaria de poder sortear temas... Ou melhor, se você quer um software simplificado para instalar, listar e ativar temas (além de permitir ativar um tema aleatório), você precisa conhecer o wmtheme.
Não oferece interface gráfica, mas apresenta uns recursos interessantes. Vejam o help dele em tradução livre feita por mim para entenderem do que esse programa simples é capaz:
Gerencia temas do Window Maker. A ação padrão no tema escolhido é ativá-lo.
<tema> [tema...] (sem opção) Ativa um tema. Múltiplos temas serão mostrados um após outro, com pergunta na linha de comando.
-b, --backout Desinstala um tema instalado recentemente
-B, --backmany Pergunta se quer remover cada tema instalado recentemente
-f, --favorite [theme] Ativa ou define o tema favorito
-i, --install <archive> Instala e ativa um tema a partir do arquivo compactado
-I, --justinstall <archive> Instala um tema a partir do arquivo, mas não o ativa
-h, --help Imprime a ajuda
-l, --list Lista os temas já instalados
-R, --random Ativa um tema aleatório
-r, --rename <old> <new> Renomeia um tema
-u, --uninstall <theme> Desinstala um tema
-V, --version Exibe informação sobre a versão do wmtheme e sai
-D, --debug Mostra saída de depuração
--info [theme...] Exibe informações sobre um tema específico (ou todos)
--setup Cria ~/.wmtheme com um arquivo mínimo de configuração
--review Aplica todos os temas em seqüência, dando opção de removê-los
Eu costumo colecionar papéis de parede, acho legal isso. E também, qual a utilidade de ter papéis de parede se você não utilizá-los? Para resolver esse problema, escrevi um script que sorteia um papel de parede novo de tempos em tempos e o aplica ao Window Maker.
Outra utilidade boa é para quem tira muitas fotos e gosta de utilizar essas fotos como papel de parede.
Bom, falando do wmrandbg... No início, como aconteceu com o wmstart, era um script bem primitivo, que eu modifiquei e melhorei um pouco antes de publicar oficialmente.
Agora o wmrandbg tem um dockicon, usa um arquivo de configuração como base e pode pegar imagens a partir de mais de um diretório.
Bem, vejam lá no Cyaneus a versão 0.1 e espero que gostem! ;-)
P.S.: isso de colocar links para o Cyaneus é porque estou concentrando todos os meus projetos de código-fonte lá...

Geralmente eu gosto de iniciar alguns programas juntos com o Window Maker, automaticamente. Programas como o GAIM (hoje Pidgin) podem ser facilmente iniciados configurando-se seu ícone, mas e outros, como o Xscreensaver? Para facilitar a minha vida (e hoje a de quem quiser), criei um script que inicia automaticamente todos os programas que estiverem listados no arquivo .wmstart dentro da sua pasta de usuário.
Na minha configuração, inclui, hoje, dentre outros, o GAIM, o Xscreensaver e o update-notifier, do Debian (também presente no Ubuntu).
Para instalar, basta descompactar o arquivo e executar, como root, make install.
Uma vez instalado, execute o programa normalmente num xterm ou outro terminal.
$ wmstart
Ele mostrará uma estranha janela com um botão. Se você clicar nesse botão, o software disparará a execução dos programas, conforme configurado. Claro que não é interessante ter que apertar no botão toda vez que for rodar esse programa: ele se comporta assim para gerar o ícone e permitir que você o arraste e configure para iniciar automaticamente junto com o Window Maker. Nas preferências do ícone, coloque a opção -q para que ele não mostre mais essa janela estranha e vá direto ao assunto.
Você conhece o WPref? É o primeiro passo para quem quer personalizar o Window Maker. Basta acioná-lo através do dockicon, como mostrado na imagem acima.
No WPref você poderá mudar muita coisa na aplicação, incluindo a forma como janelas se comportam, as combinações de teclas de atalho. E o menu principal do Window Maker (que geralmente é acessado com o botão direito do mouse na área de trabalho ou com a tecla F12).
Dependendo da distribuição que você utilize, o sistema pode dar uma mensagem especial caso você tente modificar o menu. Algo como "Olhe, o menu tá bonitinho assim, quer mexer mesmo? Vai perder tudo e espero que você saiba restaurar".
Bom, se estiver disposto a tentar, vá em frente, realmente perde tudo. No caso do Debian, que é onde pude testar, é bem simples colocar um menu inteiro do Debian como um submenu. Se criar coragem para fazer isso, vamos em frente (esse passo vai ser importante para algumas dicas futuras).
Para ajudar a personalizar seu menu, há três grupos de opções: novos ítens, comandos de exemplo e submenus de exemplo. Esse repertório é realmente muito útil na personalização. Sugestões interessantes:
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